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 Hannette Staack

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ays78
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MensagemAssunto: Hannette Staack   Seg Jun 16, 2008 7:50 pm

Com o título Mundial de Jiu-Jitsu conquistado, Hannette Staack fez bonito e saiu da Califórnia com moral na arte suave. A atleta, que conquistou o título no peso e acabou eliminada no absoluto em uma luta com uma francesa, e saiu do tatame reclamando bastante. Em entrevista ao site TATAME, Hannette falou sobre o Mundial, sua polêmica luta no absoluto e suas duas finalizações no peso, que garantiram o ouro para a atleta. Confira abaixo a entrevista completa com a faixa-preta.

O que achou do Mundial deste ano comparado com o do ano passado?

Está cada vez melhor, pois muitas meninas estão subindo para a faixa preta como, por exemplo, a Fernanda Mazelli, que fez a final comigo, a Luana Alzuguir, entre outras, fazendo com que o nível fique cada vez melhor, apesar de muitas meninas boas como a Silvana Abreu, ficarem de fora por falta de apoio e patrocínios. Acredito que daqui a pouco tempo teremos uma categoria apenas de faixas-pretas, assim como os homens.

Como analisa sua participação no absoluto?

Estava bem preparada para lutar, graças ao treinamento intenso de aproximadamente seis horas ao dia com descanso apenas aos domingos, com o meu treinador André Terêncio e a preparação física do Dr. Erik Salum de Godoy, que faz minha preparação física desde 2002. Fiz a primeira luta me sentindo muito bem e confiante, apesar da menina ser casca grossa e bem mais pesada que eu. Além de muito forte, peguei a francesa na segunda luta que estava fresquinha de baia, a luta foi dura. Ela ficou o tempo todo me prendendo em sua guarda, não fez mais nada, daí o juiz se enganou e ela ganhou a luta. Acho que eu poderia até ter sido um pouco mais "agressiva" na luta, porém estava me preservando para as outras, pois ainda faria mais três lutas.

Qual foi o erro da arbitragem em sua luta?

Foi uma luta um pouco parada, pois a menina não tentava atacar, somente tentar me manter na sua guarda. Ela sabia que se me desse espaço eu iria dar trabalho, então o juiz abriu contagem e somente puniu a mim, não punindo a ela, que não tentava atacar. Quando eu abri a sua guarda e cheguei do lado ele não me deu a vantagem e aí a luta terminou com uma vantagem pra ela.

Como foi sua participação no peso?

A participação no peso não poderia ser melhor, ganhei as duas lutas por finalização. A primeira dei uma queda, passei a guarda e montei, porém a menina bateu, pois deslocou o ombro no momento da queda. Na segunda luta, ganhei com um leg-lock, foi a única luta da final do feminino que terminou com finalização, treinei muito para finalizar e fiquei feliz pois consegui colocar as posições do meu treinamento em prática.

Alguma menina em especial te impressionou este ano?

Sim, a Bianca Andrade, que aos 35 anos conquistou o seu tetracampeonato mundial. Admiro muito isso, pois muitas pessoas param de competir depois que chegam a uma certa idade ou conquistam alguns títulos e se escondem atrás deles.

Como vê a evolução do Jiu-Jitsu nos EUA?

Vejo de uma forma bem positiva, pois o esporte só cresce aqui fora e principalmente entre as mulheres, que cada vez mais procuram fazem o Jiu-Jitsu como uma forma de aumentar sua auto-estima, autoconfiança e até mesmo, seguir o exemplo de nos lutadoras. Tenho recebido muitas alunas que querem aulas particulares, para melhorar seu jogo nos campeonatos e também muitas que apenas querem fazer uma arte marcial e aprender a se defender, com uma mulher de nível internacional e conhecimento, que é o mais importante.

Esta se adaptando bem a Chicago?

Sim. Apesar do frio gosto muito daqui. Estamos em Chicago há um ano (eu e o André), e agora, após o Mundial, o foco é cair dentro para montar uma turma só de mulheres. Em breve teremos novidades por ai. Porém, temos propostas para atuar em outros lugares nos Estados Unidos e estamos analisando todas as propostas com detalhes, para não nos precipitarmos na decisão final.

Pensa em lutar MMA ?

Sim, penso. Adoro lutar, tenho um instinto natural para lutas, só depende do meu treinador André Terêncio, mas quem sabe após o ADCC do ano que vem a gente tem alguma novidade (risos).

Um ponto forte e outro fraco do Mundial deste ano?

Um ponto forte a organização, nota mil. Um ponto fraco foi que esse ano fizeram homenagem aos campeões absolutos em todos os Mundiais, apesar da categoria absoluto feminino ter sido criada há dois anos acho que deveriam valorizar mais o publico feminino, que treina tão duro quanto os homens, pagam para estar nas competições, assim como os homens, e muitas vezes tiram do seu bolso para patrocinar a si mesmo, os treinamentos e viagens e também dão show nos Mundiais.

Quais serão os seus próximos passos?

Devo estar viajando ao Brasil agora em julho, pois estou há um ano e três meses sem ver a minha família. Estou morrendo de saudades. Depois volto aos EUA, para iniciar o trabalho com Jiu-Jitsu, retornar aos treinamentos, pois mais difícil que chegar aos seis títulos mundiais e se manter no topo, tem sempre alguém querendo o seu lugar. Também tenho alguns seminários a cumprir até outubro desse ano.

Gostaria de agradecer alguém em especial?

Sim, primeiramente a Deus, por mais um titulo. Minha família, André Negão Terêncio, meu treinador, ao meu preparador físico Dr.Erik Salum de Godoy, Philip Nearing e aos patrocinadores Atama e Exceed (Nutrisport). Obrigada também a revista TATAME, pelo apoio sempre.

Fonte : Tatame
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