InícioFAQBuscarMembrosGruposRegistrar-seLogin

Compartilhe | 
 

 entrevista com Paulo Rogério, presidente da liga brasileira de MMA

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
l7
Moderadores
Moderadores


Mensagens : 806
Data de inscrição : 30/05/2008
Idade : 32

MensagemAssunto: entrevista com Paulo Rogério, presidente da liga brasileira de MMA   Qui Jul 03, 2008 6:48 am

Por Guilherme Cruz


O presidente da Liga Brasileira de MMA, Paulo Rogério, está fazendo um trabalho a nível nacional, que tem como objetivo organizar e regulamentar os eventos de Vale-Tudo no Brasil, em busca de uma maior credibilidade no mercado. Segundo Rogério, em entrevista exclusiva para o site ta TATAME, a Liga está nomeando representantes em todas as regiões brasileiras e conscientizando-os sobre a importância da formação dos atletas e das regras que devem ser seguidas. Confira a entrevista abaixo, na integra, e saiba como Rogério pretende estimular a segurança nos eventos e os projetos que estão sendo postos em prática.

Quando surgiu a Liga Brasileira de MMA?

A Liga Brasileira já existe há dez anos. Foi fundada em Curitiba, do qual eu sou originário, sou mestre do Muay Thai curitibano, uma das primeiras gerações do Muay Thai brasileiro.

Fale um pouco sobre o trabalho que vocês estão realizando e as propostas para o futuro.

Hoje, nós estamos com um projeto de descentralização de pólos. Lançamos um campeonato nacional, o primeiro oficial no Brasil, e concluímos que muitas equipes de fora têm dificuldades para participar, por causa da distância, afinal, vivemos num país de dimensões continentais. A intenção é colocar pessoas responsáveis espalhadas pelo Brasil. Cada região, como norte, sul, nordeste, terá seu pólo próprio e serão nomeados promotores responsáveis, que são pessoas qualificadas que a gente tem contato há muito tempo e que promovem eventos há vários anos nessas regiões. Dentro dos seus próprios eventos irão lançar as lutas amadoras sob a responsabilidade e fiscalização da Liga Brasileira.

Os representantes nas regiões já foram nomeados?

Todos não, mas o trabalho já está dando frutos. Em Fortaleza, estamos negociando com o mestre Evilásio Feitosa, amigo meu, conhecido de muitos anos, muito experiente, promove muitos eventos lá. Estamos fechando também com Marcos, do Manaus Fight. Na Paraíba, no Mato Grosso. No sul, já foram nomeados representantes nos três estados. Vai ser super legal, a intenção é realmente democratizar, dar acesso, viabilizar, legislar, fiscalizar, mas, principalmente, promover o surgimento dessa garotada no mercado. Em alguns locais já existe uma estrutura para os eventos o que facilita muito.

Já tem algum evento marcado?

Em julho, se Deus quiser, vamos inaugurar o novo ginásio fixo de lutas do Brasil, Ginásio Taigin, em Madureira, no Rio de Janeiro, com espaço para mil lugares. Futuramente pretendemos ampliar esse espaço colocando arquibancadas. O vento deve ser realizado na segunda quinzena do mês e as inscrições ficarão abertas até o dia 30 de junho. Nossa intenção é realizar lutas ali a cada quinze dias. Esse ano, já realizamos três edições do Revelation Fight, foi um sucesso absoluto.

Quais as regras determinadas para os eventos?

Os adultos lutam com regras similares às dos profissionais, o protetor de cabeça é o protetor do Boxe, um pouco mais aberto, as luvas são um pouco maiores. Tomamos o cuidado para impedir certos golpes porque oferecem muito risco e não é interessante para a imagem no mercado, alguns que até mesmo o profissionalismo está banindo como o pênalti, pisões, bate estaca.

Qual o caminho que vocês estão seguindo para realizar esse projeto?

Hoje, nós estamos mais focados nos seminários, nas preparações das equipes técnicas trabalhando muito para mostrar esses novos valores, que vale a pena passar por esse processo de amadorismo para chegar com mais oportunidades no mercado. Estamos também atraindo o empresariado, mostrando esse novo foco, essa nova visão, porque o futebol investe na base, os demais esportes estão investindo, então é interessante, hoje, para o MMA, investir na base também. Tudo de uma forma muito democrática. Nós estamos trabalhando de médio para longo prazo, ou seja, realmente fazendo um ciclo olímpico.

Vocês estão pensando em fazer parceria com alguma equipe de MMA?

Na realidade, várias equipes estão nos procurando. O Eraldo Paes já nos deu apoio com a BTT, várias equipes de Curutiba, a equipe que eu sou líder há algum tempo, a MMA Superteam, está participando de várias competições, tanto no MMA, no Boxe, no Muay Thai, ta indo muito bem. Mas a gente ta dividindo bem as coisas, o objetivo é oferecer credibilidade e espaço no mercado, dar condições, estrutura, conhecimento de causa, vamos sair com palestras, modelos corretos de contratos com atletas, estamos com nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, todos a disposição, por um custo bem melhor. A Liga está tentando profissionalizar o meio, coisa que não vinha ocorrendo.

Qual a expectativa agora com a Liga do MMA sendo vista pela imprensa?

A expectativa é enorme. A divulgação do nosso trabalho é um ponto muito importante para que nosso trabalho dê certo. Já estamos com entrevistas marcadas com jornais e TVs que têm grande credibilidade em todo o país. Eles estão nos procurando e vão fazer uma cobertura sobre o surgimento do atleta durante mais ou menos uns quatro meses, mostrando o objetivo desse atleta, como que ele vai atingir e a gente tem trabalhado com bastante cautela. Deus tem me ajudado, sou um cara com bastante experiência no mercado, tive o privilégio de ser um dos treinadores do Anderson Silva em Curitiba, e, hoje, ele é um fenômeno no mundo. Nós estamos indo com muita humildade, conhecendo as dificuldades do meio, mas, principalmente, tentando não deixar lesões e sim preparar, capacitar o atleta, mostrar para ele o melhor caminho para atingir seus objetivos, quais seus direitos e deveres como cidadão do bem, as expectativas de mercado, enfim, quais os progressos que ele pode atingir com o MMA através da dignidade e do respeito. Até então, os atletas não tinham essa visão, simplesmente assinavam contratos e pronto. Estamos tentando esclarecer isso tudo e, ao mesmo tempo, buscando uma maior credibilidade no país como um todo.

Você acha possível que, com esse projeto, mais pessoas migrem para o MMA?

Sem dúvida alguma. Porque nós somos, hoje, o país de maior capacidade na formação de lutadores, já tava na hora da gente ter um trabalho profissional. Como eu já citei, a Liga já está atuando há dez anos, mas o momento é muito bom, os parceiros, a diretoria. Tudo muito democrático e nós acreditamos que daremos um ponto final nessa história de que no MMA brasileiro só existe interesses vazios. Não haverá mais esse negócio de colocar um atleta hoje e tirar ele pronto para o mercado amanhã. É necessário um tempo para a preparação e formação desse atleta. O objetivo da Liga é estimular os promotores e os representantes de eventos de MMA para que eles ponham em prática nossos projetos e contribuam para profissionalização e, com isso, a valorização do MMA no Brasil.

Qual o principal caminho para realizar esses projetos?

A principal mudança é a democratização e a capacitação das comissões locais. Dar vida própria aos pólos locais. Por exemplo, para os atletas virem do Pará para cá eles encontram muita dificuldade, fica inviável, então nós temos que dar apoio para que lá no Pará possam ser realizados eventos, com essa mesma qualidade, e que, eventualmente, os melhores atletas regionais possam vir disputar um brasileiro no final do ano, pois assim será apenas um custo para cada um. Da mesma forma Manaus, Rio Grande do Sul e por aí vai. No caso do sul, são pólos pertos Paraná e Rio Grande do Sul é no máximo 12 horas de distância um do outro, já é diferente daqui para Manaus, para Belém. Haverá pessoas que estarão devidamente preparadas. Com seminários com a chancela da Liga, vamos mostrar os aspectos jurídicos, para os que representantes de cada região possam atuar ali e fazer com que aquele mercado cresça.

Vocês pretendem fazer campeonatos com os melhores de cada região?

Com certeza. Os diretórios locais têm total autonomia para isso. A Liga entra apenas supervisionando, jurisdicionando e assinando o que é de fato e de direito. Dizendo o que a lei permite, não permite, esse é o papel fundamental da Liga. A Liga não está se limitando a recolhimento de taxas, nada disso. Estamos recolhendo somente as taxas indispensáveis. A política da Liga é de crescimento. Com mais uns quatro anos, nós seremos mais ainda uma potência mundial.

Como é a organização da Liga com relação às taxas cobradas?

A taxa legal da Liga é um salário mínimo por ano e um salário mínimo quando é realizado um evento. É uma coisa irrisória considerando a dimensão do projeto. A Liga faz a supervisão e, em contrapartida, ela solicita diversos documentos de vistoria. Deve ser seguida uma legislação específica que trata do código do torcedor, da segurança do atleta, dos exames médicos físicos e mentais. Ela da essa cobertura, esse acesso todo. Agora, não tem participação em bolsa, não tem nada disso. A Liga tem única e exclusivamente o dever de fazer com que o evento ocorra da maneira mais legal e segura possível.

Quer dizer alguma coisa para quem está acompanhando seu trabalho?

A Liga está de portas abertas. Para mais informações sobre nosso trabalho e sobre os próximos eventos acesse www.ligabrasileirademma.com, nosso e-mail é ligabrasileirademma@yahoo.com.br. O site vai passar por um processo de mudanças onde os responsáveis regionais serão colocados e vamos fazer o possível para que o MMA continue sendo esse sucesso que é.

fonte: TATAME

_________________
lutar é sinceridade _'' conhece a ti mesmo''
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
japa/cwb
Usuário Heavyweight
Usuário Heavyweight


Mensagens : 74
Data de inscrição : 24/04/2008

MensagemAssunto: Re: entrevista com Paulo Rogério, presidente da liga brasileira de MMA   Qui Jul 03, 2008 12:41 pm

Esperamos q venham bons eventos e mais um estimulo para os atletas nacionais...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Ali
Usuário Heavyweight
Usuário Heavyweight


Mensagens : 226
Data de inscrição : 27/06/2008

MensagemAssunto: Re: entrevista com Paulo Rogério, presidente da liga brasileira de MMA   Qui Jul 10, 2008 8:43 pm

Espero que realmente façam algo.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: entrevista com Paulo Rogério, presidente da liga brasileira de MMA   Hoje à(s) 5:23 pm

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
entrevista com Paulo Rogério, presidente da liga brasileira de MMA
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Veículo entregue danificado, pintura enrrugada, faltando rodas de liga leve, etc
» Bugueiros de São Paulo
» Paulo - Peugeot 205 XadTurbo 1.8 '92
» Flagramos o Golf VII em testes por São Paulo
» Liga leve modelo 2011

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
 :: Vale Tudo - MMA :: MMA-
Ir para: