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 Márcio Cromado

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MensagemAssunto: Márcio Cromado   Sab Jul 19, 2008 1:55 am

Por Guilherme Cruz


Líder da RFT, equipe de Luta Livre que tem feito bonito nos evento que tem entrado no Rio de Janeiro, Márcio Cromado conversou com a TATAME e falou sobre o grande trabalho que a equipe tem realizado no MMA. De fora dos dois últimos eventos, o Jungle Fight e o Fury, Cromado reclamou da ausência de seus atletas dos eventos e falou sobre a Federação de Luta Livre, criada recentemente para unir as academias da modalidade no Brasil. Confira abaixo a entrevista exclusiva com Márcio Cromado.

No último final de semana aconteceram dois grandes eventos ninguém da RFT lutou... O que aconteceu pra vocês não participarem no Jungle e no Fury?

Também não sei, sinceramente não sei. Estamos trabalhando certo, estamos lutando, cumprindo as obrigações de bater peso, ter uma boa participação no evento, boa postura não só como equipe, mas como lutador, fizemos tudo isso nos eventos anteriores. Os evento foram no Rio, onde temos público grande na Luta Livre e viemos tendo vitórias, e não lutamos, não sei dizer o que aconteceu.

Você acredita que pode ter acontecido uma espécie de boicote, por vocês serem da Luta Livre e os organizadores virem do Jiu-Jitsu?

Eu prefiro não achar isso. O esporte está crescendo bastante e não tem mais espaço para essa mentalidade, ser da modalidade A, B ou C. Eles têm que ter as melhores equipes nos melhores eventos do Brasil lutando pra abrilhantar ainda mais, ter mais público e espaço na mídia. Todo mundo ganha com isso. E rivalidade faz parte da brincadeira.

O que você tem a dizer sobre o último mês da RFT, quando fizeram seis lutas e conseguiram seis vitórias?

Eu acho que estamos fazendo o trabalho certo, estamos treinando, competindo... Nosso treinamento é serio, tem disciplina, respeito, e uma voz ativa à frente da equipe, que é a minha. A última palavra é a minha, de quem está à na frente e bota a cara pra bater. O segredo é a união da RFT, respeito com os treinadores. Foram seis lutas e seis vitórias nesse mês, e em 2008 foram 36 lutas e só perdemos quatro.

A RFT cresceu bastante do último ano para cá com novos garotos... De onde vieram esses novos talento que estão procurando a Luta Livre?

É muito treino, muito treino e disciplina. A maioria vem de comunidades humildes e favelas. Ninguém tem pai para ajudar, ninguém é bancado por ninguém, são bancados por si próprios. Um é peão de obra, outro carrega botijão de gás... É a força de vontade deles. Eu, minha sócia, o professor Cacau, um ajuda o outro. Se você não tem dinheiro para pagar passagem o outro ajuda, todo mundo se ajuda aqui. E isso é só o começo, posso garantir isso.

O que você acha que falta para o Luciano Azevedo ter uma oportunidade em um evento maior, como UFC, WEC ou Japão?

Eu não sei. Nós estamos fazendo tudo certinho. Antes falavam que, na RFT, ninguém nocauteava... No Shooto foram dois nocautes, no The Glory, o Eduardo estreou com nocaute... O Luciano é um dos melhores até 70kg no Brasil e, na minha visão, na Inglaterra, ele é o número um. Ele não tem que provar nada a ninguém no Brasil. Acho que falta oportunidade. Vejo no fórum da TATAME muita gente falando que ele deveria sair da equipe, mas eu acho que não. Ele está crescendo e a oportunidade vai aparecer, o mais breve possível o pessoal vai ver ele lutando no Japão ou nos EUA.

Quem é o empresário de vocês hoje? É você quem empresaria seus atletas?

O MMA cresceu tanto que para colocar atletas no evento só com empresários, mas hoje não temos empresário aqui na RFT. O atleta antes de lutar passa por muita coisa, é fácil o empresário chegar e pegar 20% sem ajudar antes. Estamos pensando em, no futuro, voltar a trabalhar com empresário, mas estamos lutando. Acho que também é por isso, ninguém tem acesso ao Márcio Cromado nem à RFT...

Você está pensando em trabalhar com empresários para tentar levar seus atletas para fora do Brasil?

Já estou começando a pensar nisso. Só ter uma grande equipe não adiante, tem que ter empresário para estar nos grandes eventos. Estamos brigando por isso. As coisas estão acontecendo, acho que vamos conseguir, em breve, entrar num grande evento. Mas eu não quero ficar sem lutar no Rio, a minha cidade, onde nasci, de onde vêm os meus atletas e onde tudo começou. Não acho legal não lutar aqui. O Fury Fight acontecendo no Rio e não tem nenhum atleta, de uma equipe que está se destacando no cenário do MMA, lutando. Se o evento é sério, cabe a quem está organizando, fazendo o card, procurar saber quem são as melhores equipes pra colocar o melhor material humano no seu evento.

Você se vê hoje sozinho dentro da Luta Livre? Acha que falta união dentro da modalidade?

O problema da Luta Livre é esse: a gente não tem a união. A Luta Livre não é só a RFT, tem a Budokan, a galera da Ilha, Além Paraíba, mas é tudo muito separado. Falaram que montaram a Federação, mas nem eu fui chamado pra Federação. Já começou mal, nem eu, nem Eugênio Tadeu, essa galera toda, que está todo mundo dando aula aí. Não sei o que está acontecendo.

Você acha importante a criação de uma Federação de Luta Livre?

Eu acho interessante, bom para o esporte, desde que quem tome a frente seja quem tenha feito e faça alguma coisa pela Luta Livre, não só chegar ali pra ganhar dinheiro e enriquecer com a modalidade. Seria interessante ver com o Hugo Duarte, Eugênio Tadeu, João Bosco, João Ricardo, Jefferson... Eles deveriam estar a frente disso, eles têm grande crédito na nossa comunidade. Aí então você começa a pensar direito se é serio ou não.

Você pensa em procurar a Federação para uma parceria?

Eu penso, mas acho que quem está montando tem meu telefone e e-mail. Cabe a quem está na frente procurar a união, senão não vai seguir assim. Não sei o que aconteceu, não estava sabendo de nada. Se for bom para o esporte, me procurarem, eu vou ajudar e a RFT vai estar presente. Se a Federação veio pra somar e crescer, quero estar próximo.

Quais os próximos compromissos da equipe?

Nosso próximo compromisso é dia 30 no Shooto Brasil, que é muito bem organizado pelo Dedé Pederneiras. Teremos o Ralph, primeiro colocado do ranking do Shooto... No dia 31 de agosto o Chatuba luta na Bahia, no WFE, contra o Jadir Guida. Se tiver o Jungle Fight mesmo no dia 30 eu vou correr atrás do Wallid para lutar lá, e espero que ele leia essa entrevista e chame alguém para lutar... Meus atletas querem trabalhar! Eu sou Luta Livre até morrer!

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